Como fazer o uso saudável de jogos eletrônicos

No Brasil, 75 milhões de brasileiros fazem uso de jogos eletrônicos, que representam uma das principais formas de diversão para crianças e adolescentes. Nas férias, o uso dos jogos tende a aumentar e tanto para pais como para os filhos a busca do equilíbrio para o uso saudável dos eletrônicos representa uma medida desafiadora. 


Assim, como toda tecnologia os jogos eletrônicos podem apresentar benefícios, mas precisam ser usados na medida certa. Aliados no desenvolvimento de habilidades importantes, como raciocínio, concentração, tomada de decisão e habilidades motoras e visuais, seu uso excessivo pode prejudicar o desenvolvimento de crianças e adolescentes. 


Mas qual é a medida correta e como fazer uso saudável dos jogos eletrônicos durante as férias?


Os jogos devem ser usados de maneira estratégica e os pais precisam estar atentos tanto aos jogos escolhidos pelos filhos como ao tempo dedicado à essa atividade, pois é comum que crianças e adolescentes passem horas em frente ao computador, prejudicando outras atividades de vida diária.


O uso excessivo de jogos pode levar ao sedentarismo e provocar obesidade. Além disso, pode levar ao isolamento e agravar problemas de postura, perda de massa muscular, dores no corpo e até mesmo lesões por esforço repetitivo (LER). 


A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou, em 2020, o Manual de Orientação #MenosTelas #MaisSaúde (LINK), que oferece a pais e responsáveis orientações sobre o uso de telas e internet por crianças e adolescentes. 


Entre as orientações, estão evitar a exposição de crianças com menos de dois anos às telas, mesmo que passivamente; limitar em até uma hora por dia o consumo de telas por crianças de dois a cinco anos; em até duas horas por dia por crianças entre seis e 10 anos; e em até três horas por o uso de telas e jogos de videogames por crianças e adolescentes entre 11 e 18 anos.


Destacamos abaixo, as principais orientações do manual:


Evitar a exposição de crianças menores de dois anos às telas, mesmo que passivamente;

Limitar o tempo de telas ao máximo de uma hora por dia, sempre com supervisão, para crianças com idades entre dois e cinco anos;

Limitar o tempo de telas ao máximo de uma ou duas horas por dia, sempre com supervisão, para crianças com idades entre seis e 10 anos;

Limitar o tempo de telas e jogos de videogames a duas ou três horas por dia, sempre com supervisão e nunca "virando a noite" jogando, para adolescentes com idades entre 11 e 18 anos;

Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir;

Oferecer como alternativas: atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão responsável;

Criar regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos digitais, além das regras de segurança, senhas e filtros apropriados para toda família, incluindo momentos de desconexão e mais convivência familiar;

Encontros com desconhecidos online ou offline devem ser evitados; saber com quem e onde seu filho está, e o que está jogando ou sobre conteúdos de risco transmitidos (mensagens, vídeos ou webcam) é responsabilidade legal dos pais/cuidadores;

Conteúdos ou vídeos com teor de violência, abusos, exploração sexual, nudez, pornografia ou produções inadequadas e danosas ao desenvolvimento cerebral e mental de crianças e adolescentes, postados por cyber criminosos, devem ser denunciados e retirados pelas empresas de entretenimento ou publicidade responsáveis.


Para evitar os efeitos negativos, é importante que os pais estabeleçam o equilíbrio e incentivem os filhos a apostarem em outras formas de lazer também. Brincar com os amigos, praticar algum esporte, ler livros, aprender a tocar algum instrumento musical ou outro idioma são algumas opções, além de criar momentos em família para que todos possam se divertir. 


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